quarta-feira, 9 de julho de 2014

Massa Nutrititva - Acescentando cenoura!

Olá pessoal!
Esses dias me bateu uma vontade de comer uma torta salgada! Então pensei, porque não fazer? 
Decidi fazer uma mudança na receita que tenho, sempre tentando deixar mais saudável e nutritiva..Então acrescentei a cenoura na massa e olha que cor linda que ficou minha torta? Não achei que o gosto foi alterado! A partir de agora vou colocando sempre alguma verdurinha na massa!


Receita

2 ovos inteiros
1/2 xícara de óleo (uso de girassol)
1 copo de leite (mas pode substituir por água morna)
1 xícara de farinha de trigo (pode ser integral)
1 1/2 xícara de aveia em flocos finos
1 pitada de sal
1 colher de sobremesa de fermento químico (yoki)
1 cenoura média

Modo de preparo da massa

Bata no liquidificador os ingredientes líquidos e depois acrescente a cenoura. Em uma vasilha acrescente os ingredientes secos e vá mexendo com uma colher, por último acrescente o fermento, mexa de leve até se dissolver na massa. Você vai perceber que a massa não fica muito durinha. Seu ponto é mais liquida.

Recheio (Aqui você pode variar de acordo com seu gosto!)

Peito de frango desfiado
Palmito
Ervilha (congelada) as ervilhas de lata trazem muito conservante
Milho (congelado) 
Tomate picado
Cebola picada
Creme de leite fresco - Usei 3 colheres de sopa cheia para dar cremosidade no recheio
Pitada de sal

Para montar na assadeira eu acrescento primeiro parte de massa, dai coloco todo o recheio e por último jogo o restante da massa para cobrir todo o recheio e salpico orégano.

Hum, fica mt bom!
Dá próxima vez vou fazer de beterraba!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Qual é a quantidade que o bebê precisa para se alimentar?



Essa é uma preocupação geral, se está alimentando de mais ou se está alimentando de menos uma criança!
Esta preocupação levou a orientações "científicas" de quantas colheres de chá de que tipo de alimento a oferecer, e qual a frequência. O que podemos entender é que as necessidades dos bebês são diferentes, e que o mesmo bebê pode ter necessidades diferentes, dependendo do que está acontecendo em um determinado dia e horários e colheradas rígidas podem não ajudar.
As crianças precisam de constante mudanças e isso vai modificar a quantidade de alimentos que deverá ser oferecido.. Por exemplo um bebê mais agitado ou um bebê no pico de crescimento e desenvolvimento vai se alimentar de forma diferente de um bebê menos agitado e isso influencia a quantidade de calorias que ele irá receber. Também podemos dizer que a temperatura influencia no nosso apetite, pois em temperatura muito quente comemos um pouco menos em relação a temperatura muito fria, outro ponto a se observar é se o bebê/criança está doente ou com um dentinho nascendo, cada bebê tem a sua necessidade! E o que é para o bebê x é diferente do que seria para o bebê y.
Bom, mas se é tudo relativo, como podemos decidir o quanto é ideal para se alimentar uma criança? Ao que parece difícil, na verdade é fácil, pois, felizmente, os bebês nascem com um mecanismo interno muito sofisticado para determinar o quanto eles precisam para crescer e desenvolver! Os bebês saudáveis dadas a escolha certa de alimentos saudáveis tendem a comer a quantidade certa, Ufa!
O que nós precisamos é estar atentos a isso, o papel dos pais é aprender a conhecer os sinais e não a impor o quanto a criança precisa comer.
As crianças quando maiores são mais fácil para os pais, já que podem falar ou fazer sinais para indicar: "Estou satisfeito!". Quando menores, as crianças utilizam outras habilidades para nos dizer isso, pois os bebês usam seus corpinhos para passar a mensagem, podem mexer os pés, a cabeça ou agitando o corpo. Quando o bebê entra na fase da alimentação complementar, na hora de dizer que está com fome ele vai inclinar-se para frente ou abrir a boca, e quando já não estiver mais com fome, vai fechar a boquinha, virar de lado, ou se inclinar para trás, podendo também empurrar a colher para longe!
Os sinais dos bebês mais novinhos, podem ser mais silenciosos, por exemplo um recém-nascido quando satisfeito, tende a empurrar o mamilo para fora da boca, ou simplesmente adormecer.
Esse mecanismo de saciedade no bebê funciona muito bem obrigado! Mas ele pode ser enganado, imagine a situação, um bebê já deu todos os sinais de que está satisfeito, porém os pais acham que a quantidade que o bebê comeu foi muito pouco, então tentam forçar o bebê a continuar comendo, e isso é um péssimo exemplo, pois os bebê podem perder a confiança em seus próprios sinais de corpos.
Outra forma comum de enganar a saciedade do bebê é acrescentar os cereais na mamadeira (mucilon, neston, farinha lactea etc.) e já falei sobre isso aqui no blog. Esta prática não é recomendada, os bebês vão ganhar mais calorias do que eles necessitam, e isso pode confundi-los e levar a luta ao longo da vida com o peso. Para crianças mais velhas, esse mesmo exemplo é valido para os junk food (comidas industrializadas) já que esses alimentos tem quantidades altíssimas de calorias e também conservantes, corantes e muitas outras coisinhas desnecessárias!
Bom, para a felicidade dos pais há várias maneiras de saber se vocês estão alimentando bem uma criança, sempre acompanhar o seu desenvolvimento,  se a  criança brinca, corre, dorme bem é um bom sinal. Os bebês que não estão recebendo o suficiente tendem a ser mais irritáveis ou mais desanimados/apáticos (é claro que muitas outras coisas que podem torná-los assim). No geral os bebês devem fazer urina regularmente de 6 a 8 vezes por dia e é importante verificar se o bebê ficar até 8 horas sem urinar, vale a pena levar para um check-up, pois pode ser sinal de desidratação e isso é extremamente perigoso.
Respeitar a saciedade do bebê é algo que não vejo muitas pessoas fazendo e sempre achando que a criança não comeu o suficiente, devemos começar a respeitar sim a saciedade, uma vez que esse mecanismo é algo natural e instintivo que devemos manter a vida toda! Por isso a quantidade que o bebê precisa para se alimentar, ele deverá dizer! E se como pais ou cuidador poder dar esse prazer a criança vai poder vê-lo crescer e desenvolver com respeito!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mãe, o que tem de bom no seu leite?


O leite materno é adequado para o bebê porque contém uma composição adequada  em nutrientes, como proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas, que garantem o  crescimento e desenvolvimento ótimos !
O aleitamento materno exclusivo, e, à livre demanda, sem a suplementação de água ou  qualquer outro componente alimentar, garante adequada hidratação ao bebê, o  leite materno contém toda a água necessária à saúde do bebê.





Cada mãe com o seu filhote: O leite humano difere do leite de outros mamíferos, como, por exemplo, coelhos, que contém altas  quantidades de proteínas, para assim pode proporcionar o rápido crescimento, e nas baleias o leite é  rico em gordura a fim de garantir a sobrevivência em águas frias. Para os bebês o leite humano é adequado suficiente em sua composição é a única para atender as  necessidades da nossa espécie.

O leite materno recebe diferentes denominações em sua composição, de acordo com o estágio de lactação:


O colostro (3 a 7 dias): É um fluido espesso, amarelado, esse é o famoso “leite aguado” que algumas mães chamam, por possuir aparência clarinha, ele tem essa cor justamente por ter alta concentração de caroteno, além de possuir alto conteúdo em minerais: sódio, potássio e cloreto,  esse é o primeiro leite, ele é importante pois atua no estabelecimento da flora intestinal e protege o bebê contra infecções (*) e apresenta efeito laxativo (solta o intestino), por isso ele auxilia na eliminação  do mecônio.  * Esse leite tem elevada concentração em imunoglobulina que conferem ação protetora ao leite materno (que nenhum leite artificial pode oferecer)   é extremamente importante, pois o sistema imune da criança que ainda não está completamente  desenvolvido nos primeiros meses de vida.
Seu volume é baixo e pode variar em torno de 2 a 20 mL/mamada, mas mesmo pouco é suficiente para satisfazer as  necessidades nutricionais do recém-nascido nesse período. A natureza é tão sábia que fez em quantidade certas para o volume do estômago do bebê, pois a capacidade gástrica de um recém-nascido suporta cerca de 7ml, passando para próximo dos 70ml na segunda semana de vida e assim vai aumentando conforme o peso



O leite de transição: É produzido geralmente entre  7 dia ao 15 dia de lactação.  Nesta fase o conteúdo  do leite vai sofrendo modificações em sua composição e volume, até atingir um volume estável !


O leite maduro: A partir de 15 dias após o parto e tem volume e  composição estáveis, seu volume médio é de 700 a 900 ml/dia, nos primeiros 6 meses, cerca  de 600 ml/dia no segundo semestre.


Nutricionalmente Adequado: O leite materno contém minerais, como cálcio, fosfato, sódio, magnésio, cloreto, ferro, cobre e manganês.  As vitaminas hidrossolúveis presentes  no leite materno são: vitamina C, tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, folato, pantotenato,  biotina e vitamina B12.  Já as vitaminas lipossolúveis presentes são: vitamina A, D, E e K. A quantidade ofertada para o bebê é especifica para o bebê, ou seja não existe leite fraco, todas as mulheres, até  mesmo as desnutridas leves, produzem leite com a composição nutricional,  capaz de satisfazer as necessidades do recém-nascido nos primeiros 4 a 6 meses de vida. 


Digestão facilitada: O  tempo de digestão e esvaziamento gástrico com o leite materno é menor, ou seja o leite materno é digerido mais facilmente quando comparado com outros leites e isso se deve a  relação proteína/caseína  do soro do leite materno resulta na formação de um coágulo gástrico que facilita todo esse processo.

Formação da flora intestinal: A lactose é o principal carboidrato encontrado no leite humano. Além do papel nutricional, a lactose  facilita a absorção de cálcio, zinco, ferromanganês e ajuda na formação da flora intestinal do bebê


Gorduras essenciais: As concentrações de gordura se modificam de forma quantitativa  e qualitativa em relação à dieta materna, bem como ao longo da mamada, de forma que o leite  final apresenta 4 a 5 vezes mais gordura que o leite do início da mamada , por isso, é sempre importante esvaziar a mama completamente até passar para outra mama. O leite materno pode apresentar os ácidos graxos essenciais, ácido araquidônico e o ácido  docosa-hexaenoico que são chamadas gorduras boas  e um baixo percentual de ácidos graxos saturados e ácidos graxos trans

Menor potencial alergênico: O leite materno tem a A ß-Lactoglobulina é uma proteína  com alto potencial alergênico, sua quantidade se mostra baixa, porém no leite de vaca é predominantemente. A mãe pode diminuir essa quantidade de acordo com a ingestão de leite de vaca e derivados em sua alimentação .


Resistência a Infecções: Além da composição adequada em nutrientes, o leite humano possui outras substâncias que atuam  na defesa do organismo do bebê. Alguns estudos apontam para maior resistência a infecções, como diarreias  e doenças respiratórias, em crianças amamentadas comparadas àquelas não amamentadas. Dessa  forma, devido à sua capacidade protetora, o aleitamento materno é capaz de reduzir a morbidade e  mortalidade.


Defesa: O leite materno contêm componentes celulares que participam da defesa  do organismo: macrófagos, leucócitos e linfócitos. Além de imunoglobulinas, lactoferrina,  lisozima, diferentes fatores  que desempenham basicamente funções de defesa contra agentes infecciosos, efeito  bacteriostático e bactericida, inibição da atividade viral, além de promover o crescimento da  mucosa intestinal, aumentando a resistência a infecções.


Memória imunológica: A mãe transfere para o lactente, via leite materno, a sua  “memória” imunológica relativa a contatos com agentes enteropatogênico.

Fatores de proteção: A maioria dos fatores protetores presentes no leite materno está presente em baixas quantidades ou  até mesmo ausente no leite de vaca ou em fórmulas, o que intensifica a importância das pesquisas  sobre os fatores presentes no leite materno.


Mais sustância: A lactoferrina, uma glicoproteína ligante de ferro, está presente no leite humano, sendo  particularmente maior no colostro. Estudos apontam sua função na absorção do ferro do leite materno.


Mãe, seu leite é tudo de bom e não existe igual para o seu bebê!

Amamente seu bebê exclusivamente até o sexto mês de vida, dando continuidade até os dois anos ou mais!


Referências: 
ACCIOLY, E.; SAUNDERS, C.; LACERDA, E. Nutrição em obstetrícia e pediatria. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2010, pp. 282-283.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Banco de leite humano: funcionamento, prevenção e controle de riscos. Brasília, 2008.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE.
Dez passos para uma alimentação saudável. Guia alimentar para crianças menores de 2 anos.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. Promovendo o Aleitamento Materno.